E para comprovar isso pode se dizer que na Deport aconteceram muitas festas durante estes 50 anos. Estimamos que mais de 600 comemorações aconteceram no decorrer desses anos. Isto baseando-se que acontece, no mínimo, uma festa por mês. Mas, era muito mais. Sim e, sim, pois se tem motivo para comemorar não demoravam muito para abrir um “barrilzinho” de chopp e brindar as conquistas.

E o que não pode faltar em uma festa é prosa. E muita prosa. É claro que muitos detalhes, especialmente os de bastidores, eles não contam. Mas somente de relembrar, muitos mantinham risos contidos. Mas, festa boa tem burburinho antes e depois. Fiquei só na curiosidade para saber, mas saiba que tem: a carinha deles não escondem. Afinal festa boa é festa que dá o que falar, né minha gente?

Tem uma frase que diz: “Não deixe para amanhã a festa que você pode fazer hoje!”. É bem verdade. Todos os funcionários da Deport passaram por diversas fases da empresa, mas a fase “Festa” sempre esteve presente.

Festa de aniversário? Sim, tem!

Festa pelo futebol? Sim, tem!

Festa de Natal? Sim, tem!

Festa por qualquer motivo? Sim, tem!

São muitos os motivos para reunir a equipe ao redor de uma mesa e churrasqueira, para comemorar. Liandro Aguiar Dias, que já está há 34 anos na empresa, vivenciou algumas, mas, para ele, uma das que mais o marcou foi a de 1992, dos 20 anos da Deport que aconteceu na “casinha”. Ah, você vai ler aqui muito este termo “casinha”. É uma pequena casa, até é óbvio esta afirmação, mas é a forma carinhosa que o espaço de lazer da empresa foi batizado, e foi nele onde mais aconteceu as festas. Até fevereiro de 2020, praticamente todas as festas aconteciam nesse espaço, no quintal da empresa, e isso durou até a chegada da Covid-19 e com ela muitas coisas mudaram.

Mas voltando ao Liandro, ele nos conta que a festa dos 20 anos da Deport durou o dia inteiro, chopp rolando solto, a família reunida com ele, com os colegas de trabalho e com a diretoria da empresa. Depois, diz ele: “me lembro muito de um piquenique que aconteceu no Caracol, foi muito legal. Esse momento festivo em que as famílias estavam juntas. Já os 30 anos da empresa foi comemorado no Quinta da Serra. Mas aconteceram várias festas em outros lugares, como no Restaurante Valduga, no Restaurante Olímpia, no Parque do SESI. Mas a maioria das festas eram somente para a equipe, essas sempre têm. As Festas de final de ano, normalmente, são com as famílias, assim como as comemorações dos aniversários, de 5 em 5 anos. Outra Festa marcante para ele foi a de 35 anos. “Me lembro muito das festas com o Papai Noel e meu filho, que na época tinha 3 anos, queria muito ganhar um carrinho Hot Wheels e, ganhou. Foi muito legal, inesquecível para mim”.

Ali por volta de 2004/2005, iniciaram as comemorações dos aniversários, oferecidas e custeada 100% pela empresa. No dia do aniversário cada funcionário trazia um bolo e eles tiveram a ideia de fazer esta comemoração mensal, comemorando os aniversários do mês. Mas, adivinha se no dia do aniversário, o aniversariante deixa de trazer alguma coisa? Não, não mesmo. Mesmo que tenha uma festa especial para esse momento, eles seguem com essa tradição. Ah, claro, mais um motivo para comemorar.

Antes da pandemia, as festas de aniversários eram mensais. Agora elas acontecem a cada dois meses. No início do ano já tem a programação dos aniversariantes e são exatamente eles que são os responsáveis por organizar tudo, antes, durante e depois. Veja bem, tudo organizado. Não poderia ser diferente já que este é o espírito da Deport. Normalmente, a festa dos aniversariantes acontece na última sexta-feira do mês, começa às 19 horas e vai até umas 23 horas. Mas ele me confessa que às vezes passa da hora. Entenderam? Festa boa é assim, sem hora para acabar. E claro que tem o pós festa cheia de brincadeiras.

Qual o espírito da festa? Se divertir e confraternizar. Falar do trabalho pode? Não! É assunto vedado. “É o momento para nos conhecermos mais e saber o que nossos colegas estão fazendo da vida ou na vida”, diz Liandro. É o lado humano em observação, segundo ele. Acontecem várias atividades durante a festa, jogo de baralho, música, e assim a equipe vai mostrando seus hobbies.

E o que é o cardápio, normalmente? Advinha? Claro, o tradicional churrasco. E quem é que faz a maionese? Calma aí, já chegaremos nela.

Com 24 anos de casa, Sandro Dinarte Borges, participou de muitos jantares, festas comemorativas e natais da Deport. “Só não participo por motivo de força maior”, diz ele, e completa: “todas são muito boas”. A mais marcante para o Sandro foi a festa que aconteceu na Fazenda Sonho Meu, outra que durou o dia inteiro, Nela foi muito interessante a interação com o grupo, regada a muita comida boa e atividades com as famílias presentes. “Meu filho era pequeno e se divertiu muito, todos nós nos divertimos”, diz Sandro.

“Essas festas são muito boas. Agente dá uma relaxada do dia a dia e estamos com a nossa família Deport, e muitas vezes com a nossa família de sangue, quando as festas são especiais e abertas” completa, Sandro. Muitas destas comemorações aconteceram na Deport desde o seu início. “Me lembro de uma quando mudou o sistema da contabilidade que uma empresa foi nos dar o treinamento e depois fizeram uma festa para a equipe. Essa foi bem diferente pois foi uma empresa que prestava serviço para a Deport que nos convidou. Foi muito legal a atitude deles”.

Durante as festas, muitas conversas, muitas risadas, e muita flauta também quando o assunto é futebol. Embora a maioria da equipe seja colorada, os gremistas também marcam presença por lá. Então os assuntos da dupla “Grenal” estão sempre nas conversas. Na época de campeonatos o clima esquenta. Imagina hoje, com tantas notícias pipocando sobre o futebol, e logo teremos um mundial.

“Ultimamente, as festas dos aniversariantes têm acontecido no salão de festas do Bosque da Serra, já que a nossa “casinha” não está mais disponível para nos reunirmos ali”, diz Sandro, com um ar de saudade.

Paulo Drechsler, sócio-fundador da empresa, é só vibração quando fala sobre os temas que lhe remete ao passado. Paulo é um apaixonado e um colecionador de assuntos ligados à história, seja da empresa ou da cidade. E aqui ele diz que “desde o início do escritório nós gostávamos de fazer as festinhas para unir as pessoas, muito violão, assadores a postos e tudo para comemorar a vida, pois motivos não faltavam”. Um dos mais assíduos nessas festas era o músico Ataliba Bernardes. Enquanto ainda não tinham a “casinha”, as festas aconteciam na Casa Rosada. Paulo lembra bem das festas, especialmente as de finais de ano com as famílias. Nestas festas eles uniam as equipes da Deport Contabilidade e a da Imobiliária Deport. Lembra que eles tinham uma imobiliária? Pois é, na hora da festa é “todo mundo junto incluído”. Que festão né?

Muitas festas aconteciam aleatoriamente. Mas Paulo diz que “quando passou um tempo, passamos a fazer mensalmente a festa dos aniversariantes. Além disso, instituímos um presente especial para cada aniversariante e garanto que é um presente muito bom. Quando veio a Covid, precisamos mudar o formato das festas, mas são animadas da mesma forma. Porém a equipe seguiu a tradição e no dia do aniversário o aniversariante leva o bolo”.

 

Após os 35 anos, Paulo diz que “começamos a fazer algumas festas fora da Deport, para fazer algo diferente, e circulamos por alguns lugares tais como a Fazenda Sonho Meu, Parque do Caracol, entre outros”.

 

E de todas as festas, qual foi a mais marcante? Rapidamente ele fala sobre as festas do futebol: “eram muito bacanas. Além dos atletas e suas famílias, estavam os colaboradores, sempre presentes, e muitos torcedores apareciam. Era fantástico. E não dá para esquecer a Festa do título de Campeão Municipal de Futsal em 1994,(vencemos a final contra o Santos).Foi muito boa”. Neste ano, Paulo assumiu como dirigente substituindo o Anibal, que estava com alguns problemas de saúde e precisou se afastar. Ele diz que “quando ficamos campões foi a festa das festas. Foi maravilhoso. Era uma invasão de pessoas, fervilhava de gente”, o olhar do Paulo brilha muito quando relembra. A sensação que eu tenho é que ele volta ao passado com uma intensidade ímpar.

 

Paulo prossegue e lembra de outro momento festivo e diz que “outras festas boas foram as das comemorações dos 4 títulos consecutivos de Campeãs Municipais de Vôlei Feminino conquistados pela equipe da Deport em 1996, 1997, 1998 e 1999.O Paulinho(filho dele) era o técnico e esta festa também reuniu família, amigos mais próximos e torcedores. Foi uma vibração total. Este momento foi muito diferente”. Se percebe que a empresa tem um lado social muito forte além de todos os trabalhos que prestam com maestria.

 

E quando se fala em divisão de tarefas para organizar uma festa, como era? Os casais Sônia e Anibal, e Júlia e Paulo eram os que faziam todo planejamento das festas, desde as compras até os preparativos finais. A equipe era convidada da família. Em um determinado tempo, diz Paulo,“ começamos a fazer em restaurantes, mas não era a mesma coisa das festinhas na ‘casinha’”. Paulo relembra carinhosamente destas questões e se emociona também, pois acima citou o filho e agora a esposa in memoriam. Sim, é muita emoção mesmo. Eu que já estou quase um ano convivendo com eles, sinto que a cada rodada de conversas vai ficando mais claro que onde eles colocam a mão o amor é uma realidade.

Nos primórdios das Festas Natalinas, todos os funcionários e os seus filhos ganhavam presentes. Todos vibravam muito. “É algo extraordinário”, diz Paulo, “ver nossa equipe feliz. São como nossos filhos”, diz ele com emoção.

 

E Paulo buscou na memoria uma certa festa, que era para ter 15 participantes, mas só foram 8. Ele lembra bem, e como lembra!!! Ele conta com ar de brabeza: “fiquei muito chateado. Sabe o que eu fiz? Peguei toda a carne do churrasco e mais um pernil de ovelha (que precisa mais tempo de cozimento) e assei tudo junto e rápido”, tamanha a indignação, Ele pensou que iria sobrar. Resultado: não sobrou nada mesmo, ou seja, se todos os 15 tivessem ido, será que ia faltar? Humm, isso não se sabe, mas o que se sabe é que quem foi aproveitou. E falando em assado, a organização dessas festas normalmente é assim: dois assam e as meninas cuidam da salada e da sobremesa. É uma festa com jantar. E você viu que, além de planejamento, tem trabalho em equipe afinado.

 

Outro momento que Paulo nos conta com carinho é sobre as Campanhas de Natal. Mas isto é assunto para o próximo mês. Ele segue contado que “em 2012, todos nós fomos à uma escolinha infantil, na semana do Dia das Crianças, levar presentes. A sensação é que voltamos à infância pois enche nosso coração de emoção. Não tem nada que pague ver os olhos das crianças felizes”.

 

Encontros e despedidas nestes 50 anos de Deport aconteceram várias, embora tenham pessoas que atuaram na empresa por décadas e décadas, como é o caso do Nelson José Pedroso da Cunha, conhecido como Tutinha. Porém, o que se percebe ao reencontrar os ex-funcionários, é que o tempo não passou e que todos mantêm a sensação de alegria ao retornar à empresa. É algo que deixa todos muito emocionados. Quando eu encontrei a Marisa Padilha Colombo para conversarmos sobre as festas da Deport, o que posso afirmar, como testemunha ocular desta história, é que um misto de emoção e alegria tomou conta dela, que trabalhou alguns anos na Deport e depois foi trabalhar no Fórum de Canela. O nosso bate papo aconteceu com a presença do Paulo Drechsler, e ali foi um bate papo bem divertido e, muitas vezes, emocionante. Para situar você, a Marisa foi babá da Rosângela Port e as suas idas ao escritório com a pequena menina, que hoje é sócia da empresa, ela relembra bem. Depois, ela atuou na Sauna, (lembra que falamos dela? Volte alguns meses e veja que bacana essa história) e, em 1976, ela ingressou no escritório para trabalhar no departamento pessoal. Marisa lembra emocionada que muitas vezes ajudou a construir a “casinha”, logo após o expediente, e, às vezes, até durante. O que mais se queria era ver logo a casa pronta para começarem a fazer mais festas. “É muito bom relembrar desses momentos de descontração com a nossa turma”, diz ela.

 

Marisa lembra muito das festas quando eram relativas ao futebol. Animada conta que “tinha muito chopp e muitas risadas. Nessas festas o Anibal se transformava pois, no dia a dia, o semblante dele era sempre sério e nas festas eles vibravam muito. Se tornava mais brincalhão, ficava servindo os funcionários e a gastronomia quase sempre era churrasco. Além da boa comida, nós dançávamos muito. Tinha os LP’s com músicas animadas”.

 

Marisa relembra que outro ponto muito importante era que “a empresa emprestava a “casinha” para os funcionários fazer suas festinhas particulares, o que era muito bom pois, às vezes, até nós da equipe éramos convidados a ir”. Aqui, já podemos perceber a pegada de família que está na cultura da empresa desde o seu início.

 

Na “casinha” havia muitos troféus, o que se tornava mais brilhante em dias de jogos. Quando eles voltavam com a vitória era muita alegria e diversão. “Nos dias de jogo não tinha essa de sair antes do trabalho, mas na hora do jogo nós íamos assistir e depois voltávamos para a ‘casinha’ quando o jogo acabava” conta ela. E se ganhava você já sabe, a festa acontecia.

E, de repente, eis que Marisa se emociona de novo. Mas, como disse festa boa é a que tem prosa. Pois é, agora pega o lenço que esta é forte. De repente, como um relâmpago, entrou na mente dela exatamente como ela se aproximou da Deport, e nos conta bem emocionada: “quando meu pai cuidava da caldeira da lavandeira, você lembra Paulo?” Do outro lado da mesa, Paulo arregala os olhos e também relembra a situação. É ou não é emocionante? E assim começou toda a história. Na Deport, passam gerações de pai para filho, é uma história muito bonita. E, mais uma vez reafirmo, estar sendo testemunha desses momentos está sendo muito gratificante.

 

Então ela lembrou do pai e relembrou de pontos importantes do apoio que a Deport deu para ela estudar, e diz “me ensinou sobreadministrar a minha vida financeira, pois as dicas e os ensinamentos deles eu carrego até hoje”. Foram apenas dois empregos na vida da Marisa, “masa minha passagem pela Deport deixou marcas profundas, que permeia toda a minha vida”, avalia ela.

 

As festas natalinas também foram relembradas com muito carinho. Das músicas animadas de Natal, dos amigos secretos. “Mesmo que todos trabalhassem juntos, ninguém contava para ninguém quem era o seu amigo oculto. Aliás, não era somente no Natal. Fazíamos na Páscoa também, e o Paulo escondia o presente do amigo dele e tínhamos que sair procurando para achar o presente, era muito divertido”, relembra ela.

 

E saia namoro dessas festas? “Olha, nunca saiu até que eu sei”, diz ela. Mas essa pergunta remeteu à Tia Nora, que fazia o café, cuidava da sauna e da limpeza e fazia os famosos cachorros-quentes(lembra da história de outubro? Estes “dogs” estão por lá, volte um mês e descubra).

E ela confirma: festa boa tem comida boa e a maionese da vida dela é a da Dona Ilse.“Todo mundo queria comer antes da hora e ela não deixava, nós parecíamos umas crianças”, lembra com carinho.

 

E Marisa encerra: “Alegria e muita diversão” era essa a temática das festas da Deport.

 

Veterano: é isso que podemos afirmar do Nelson José Pedroso da Cunha, o Tutinha, já que só perde para os ex-chefes, Anibal e Paulo, pois foi funcionário da Deport por quase 50 anos. Faltou pouco para completar essa façanha, mas se aposentou quando completou 48 anos de casa. Volte alguns meses e leia a história de fevereiro, pois você vai ver que ele foi contratado para trabalhar na Deport porque ele era a promessa do futebol canelense. E sim, a promessa se tornou realidade, e fez muitos gols com a camisa da Deport, o que dava muita alegria para a torcida e para todos os integrantes da Deport. É uma bela história. E sobre as festas, ele conta que “eram demais, cada uma melhor que a outra”.  Tutinha iniciou sua carreira profissional quando tinha por volta de 15 anos na fábrica de acordeões Sonelli, e depois atuou no Serviço de Proteção ao Crédito – SPC. Por fim, foi para a Deport até se aposentar, totalizando quase 5 décadas de casa. Mas Tutinha nos conta que, bem no início, chegava no final do dia e resolviam fazer uma festinha. “Nós afastávamos as mesas de trabalho, encomendávamos chopp e uns salgadinhos e a festa já estava pronta”.  Depois resolveram construir a “casinha”, e ele conta que a construção foi feita pelos próprios funcionários. Anibal Port presencia a conversa e diz “tivemos autorização para os desbastes das árvores e nós mesmos fazíamos e carregávamos para o caminhão todas a toras de madeira. Era para pedir para morrer de tanto cansaço naquele dia, pois subíamos para colocar no caminhão o que foi cortado e carregávamos nas costas. Era uns dois ou três que seguravam de um lado e de outro para dar conta. Era muito pesado. Trabalhamos duro para que esta ‘casinha’ existisse. Quem não atua não dá valor. Durou mais ou menos um mês para construir tudo”. “Era importante para nós ter esse espaço”, diz Tutinha. “Não tínhamos lugar para guardar os troféus, então a “casinha” supria duas finalidades: guardar nossos troféus e ser o espaço de confraternização”, completa.  A festa mais importante de todas ele diz que foi quando “levei minha namorada na época e minha atual esposa, a Marina, para apresentar para os colegas e para os meus chefes. Foi muito marcante para mim este momento.  Além das costumeiras festas, aconteceram as confraternizações das Campanhas de Natal, sempre muito marcantes”. Tutinha era o assador oficial das festas da Deport, e muitos quilos de carne foram assados. Por 30 anos ele foi o responsável por uma churrasqueira na Festa em Honra a Nossa Senhora de Caravaggio.“Ali vendíamos uns 2 mil espetos por festa. Eram muitos espetos e o pessoal da nossa churrasqueira era muito alegre”, lembra ele.

Com a “casinha” pronta as festas passaram a ser lá oficialmente, e Tutinha era o encarregado de fazer a escala dos assadores e organizadores das comemorações mensais. Além delas, aconteciam as já tradicionais Festas de Natal.  Antes da “casinha” ficar pronta algumas festas aconteciam na casa do Anibal e da Sônia, uma quituteira de mão cheia. Conversa vai e conversa vem, com a presença do Anibal e do Paulo, queriam relembrar que uma certa vez comeram sanduíches. Mas a questão do debate não eram os sanduíches e sim onde foi pois, devido às várias reformas na sede da empresa, estavam tentando localizar o local desse momento memorável. Mas não chegaram a uma conclusão de onde foi. Viva o sanduiche e as boas lembranças!

Tutinha lembra, muito emocionado, quando todos os funcionários foram até a Creche Tia Diva, batizada em homenagem à sua irmã, Diva Pedroso, na semana do Dia das Crianças, em 2012:“passamos atarde lá. A Deport sempre faz a parte social, ajudando as entidades. Eu sigo indo lá até os dias atuais auxiliando no que eu posso”.

 

As pessoas expressam suas emoções das mais diversas formas, e ao encontrar com o ex-funcionário Marcelo Schwaizer Debastiani, ficou muito claro o seu olhar bem fixo no antigo salão de festas, pois entrevistei ele na sala de reunião que fica de frente da mais que famosa “casinha”. Pois bem, eu senti nele um misto de emoção e, ao mesmo tempo, todas as palavras que queria dizer ficaram no seu olhar e no seu semblante de mais um apaixonado pela Deport. Esta empresa tem um imã, e este imã se chama respeito, amor e consideração pelo outro.

 

Marcelo começou a trabalhar na Deport por volta dos 15 anos. Não atuou por longos anos na Deport, como é de costume na empresa, porque ele queria atuar na área comercial, pois logo bem jovem percebeu que o seu perfil era esse. Mas nutre um amor gigante pela empresa e isto ficou notório no seu olhar.

 

A festa marcante para ele foi a de 20 anos, que aconteceu na “casinha”. Eu fico imaginando o filme que passou na sua cabeça ao relembrar de tantos momentos bons vividos neste lugar. “Essa festa”, ele diz, “foi somente para funcionários e família. Era um momento de estar com toda a equipe e com os sócios de forma bem descontraída, e como eu estava iniciando foi bem relevante para mim. Foi uma forma de estar mais próximo da pessoa além do profissional”.

Sobre as festas de futebol, que você que já leu até aqui sabe que eram as preferidas do pessoal, Marcelo diz: “me lembro que minha mãe fazia o bolo decorado de verde e branco. A festa ia além do escritório pois acabávamos envolvendo várias pessoas e, muitas vezes, os torcedores compareciam. Era muito bom. Em um ano, eu joguei como ala esquerda e cheguei a ser capitão do time, mas infelizmente eu quebrei a tíbia e não pude mais seguir. Mas faço muita questão de deixar registrado que no futebol amador muitas pessoas não querem jogar porque, quando se machucam, não têm assistência dos organizadores das equipes. Pois comigo foi totalmente diferente. Todo o período que não pude jogar, o Deport me ajudou. Não fiquei nem um dia desamparado. Foram 9 meses sem poder trabalhar, e a empresa foi muito correta comigo, o que eu só tenho a agradecer.

 

“As festas eram boas muito boas, todas elas, sem deixar nenhuma de lado, mas o melhor de tudo na Deport foi o ensinamento que eles nos passam. Aqui eu aprendi uma linha de vida a ser seguida, seja ela profissional e pessoal. A Deport era a nossa segunda casa, e uma empresa que é um exemplo a ser seguido. Uma empresa que está completando 50 anos, quantas tem por aqui que conquistou toda essa trajetória?” questiona ele. E segue afirmando: “na atual circunstância que o Brasil vive, este aniversário da Deport se torna ainda mais relevante, pois percebemos que eles estão crescendo anualmente e cada vez mais fazendo ações sociais importantes, pois, está no DNA da Deport ajudar o outro”.

 

O primeiro emprego a gente nunca esquece. “Eu tive a sorte de ter o meu primeiro emprego nesta empresa, e o Anibal foi como um pai para mim, sempre correto mesmo que tenha sua austeridade, sabemos o quanto isto é importante para construir uma vida retilínea. Eles sempre nos mostrando os caminhos que devemos seguir. Como devemos chegar. A vida tem as festas e as da Deport deixam saudades, mas a vida também é cheia de responsabilidades”, complementa ele. Marcelo, que hoje atua como gerente comercial de uma empresa moveleira, planejou e seguiu os passos e os ensinamentos que obteve, seja na Deport ou fora dela, e construiu sua carreira de sucesso. E claro, sempre é bem recebido na Deport.

 

Indo quando criança, e agora levando os filhos, assim é a Rosângela Port Sartori uma das sócias da empresa. Ao contar sobre essa trajetória, o seu semblante é de muita eletricidade, pois vibra muito ao lembrar cada detalhe, e olha que são muitos. Viveu intensamente cada uma delas e lembrou de muitas festas que participou, como a que fizeram no Parque do SESI, um churrasco ao meio-dia no final do ano. Outra confraternização marcante foi um almoço no Parque do Caracol. Outra, na piscina da casa do seu pai, Anibal: “quando terminou a obra, ele convidou todos os colaboradores para a inauguração”. E outra foi quando fizeram um jantar em retribuição à festa que a empresa Editec havia feito para a Deport em Taquara. São tantas e tantas, uma melhor do que a outra. Ah ,mais uma, lembra Rosângela: “a festa de 35 anos da Deport, na Fazenda Sonho Meu. Esta me marcou muito. Todos nós vestimos uma camiseta especial da empresa, inclusive as crianças e familiares. Foi muito legal, muito marcante e emocionante”. A Deport sempre teve esta hospitalidade e foi percebido ao longo deste bate papo.

 

“Quando completamos 20 anos, as festas começaram a ficar maiores. Eu tinha recém entrado na empresa e neste ano fizeram homenagens aos funcionários com mais tempo de casa: Nelson José Pedroso da Cunha, o Tutinha, José Francisco Cazzanelli, o Zezinho e Luiz Antônio Colombo, o Luizão. Eles foram homenageados pelo tempo que atuavam na empresa. “Eu, que estava entrando na empresa, achei muito bonito. Depois dessas homenagens presenciei outras, e cada uma melhor que a outra”.

 

“Quando acontecem as festas de aniversário, um ponto muito forte é que antes do jantar fazemos uma oração e depois vem o tradicional parabéns. A partir daí é só brincadeira boa”, diz Rosângela. Mesmo quando não acontecia na “casinha”, a festa não deixava de acontecer. Inclusive teve confraternização na casa do Tutinha, mas aí era para o clube do bolinha, onde assuntos sobre a dona redonda é o que não faltavam nesse universo Deport. Natal e Ano Novo também sempre têm confraternização e, nesses momentos, ela diz que “sempre tem os momentos marcantes das mensagens dos sócios da empresa. É um momento muito rico e de muita espiritualidade. Quando as festas são para as famílias, meus filhos vão comigo. Quando a Deport completou 30 anos, meu filho Felipe tinha 1 ano. Já na festa dos 35 anos, as minhas filhas gêmeas, Giovana e Daniella, também com um ano, já compareceram. Foram festas bem marcantes para mim. Foi a minha vez de levar a minha família, pois quando eu era criança meus pais me levavam e nesses momentos me vi repetindo a mesma história”.

 

Ela relembra também que, quando completou 8 anos, a festa de aniversário dela aconteceu na “casinha”.“Nossa família fazia as festas ali, mas nós também emprestávamos o espaço para a nossa equipe também usufruir. Durante o tempo em que a “casinha” esteve funcionando muitas festas aconteceram ali. De fato, é inesquecível tudo isto”.

 

“Me lembro bem da festa de 35 anos na Fazenda Sonho Meu, quando todos os funcionários e filhos usavam camisetas iguais e nós passamos o dia por lá. E foi um dia super bonito, com sol. Foi muito bom”, diz Rosângela, me mostrando algumas fotos, que de fato mostravam o astral do dia.

 

“Chorei, chorei e chorei”. Rosângela conta que “foi quando completamos 40 anos e os colaboradores fizeram uma festa surpresa para nós”. Esta festa também aconteceu na “casinha” e, detalhe importante, foi uma festa surpresa no quintal do escritório, e nenhum dos sócios percebeu. Rosângela diz que “eles organizaram tudo: gastronomia, decoração, gravaram depoimentos para nós, e nos presentearam com um quadro com uma foto especial com a assinatura de todos, além de criarem uma homenagem com uma mensagem personalizada para cada um dos sócios. Foi muito, mas muito legal. Foi muito emocionante. Para mim foi inesquecível”.

Todo churrasco precisa ter a tradicional salada de batatas com maionese. Assim é no Rio Grande do Sul, e nas festas da Deport não podia ser diferente. E ouvindo daqui e dali cheguei na melhor maionese e sobremesa de todos os tempos, (ansiosa para estar neste momento. Já estou me convidando, rs…) Pois então, é a Ivete Faes, que está na empresa há 21 anos, e já fez alguns quilos de maionese. Imagina se tem 20 pessoas por festa, e se cada pessoa consome 200 gramas de maionese, quantos quilos minha gente? E aí multiplica por, pelo menos, uma festa por mês? Já pensou a quantidade de maionese que a Ivete já fez?

 

E, para ela, participar das festas “é muito bom”. E fica muito feliz em saber que gostam das guloseimas que ela prepara porque, além da maionese, tem a sobremesa, que cada vez ela faz uma diferente. Um desejo da Ivete é que as festas voltem a acontecer na “casinha”, pois, segundo ela, “temos mais liberdade e menos regras que nos outros lugares”. Ela percebe que “as festas são bem ‘tranquilas’ até a hora que vou embora. Depois que saio, eu não sei o que acontece”. Advinha se ela me deu o famoso “off”, não né!!Mas quando eu for nestas festas, eu vou ver se tem “off”, e volto aqui para contar. Humm… não sei vamos aguardar!  J

 

Mas Ivete nos conta que tem jogo de cartas, especialmente 66. Jogo que eu não conhecia, mas quero conhecer (eu aqui arranjando motivos para ir nas festas deles).Ela diz que o Anibal é o que mais gosta desse jogo, tá sempre com o baralho junto.

 

Conversa vai, conversa vem, ela relembra: “iniciei na empresa durante o mês de novembro e não imaginava que, por ter tão pouco tempo de casa, seria tratada nas festas como os demais colegas que já estavam por muitos anos lá, inclusive com direito a presente para ela e seu filho”. A festa a que ela se refere foi a de 30 anos da Deport, que aconteceu no Condomínio Quinta da Serra, e o Paulo participou desta conversa. Neste momento ela pergunta: “Seu Paulo, o senhor lembra que eu e meu filho estávamos indo a pé para a festa e o senhor nos deu carona? ”Segue contando: “meu filho tinha 4 anos naquela época. Íamos caminhando para a festa no Quinta da Serra e era bemmm longe da minha casa, e ganhamos carona do seu Paulo. Foi uma benção. Eu não esperava. Foi bem bacana. Os nossos chefes se preocupam conosco, nos apoiando, entendendo as nossas necessidades e buscando nos auxiliar, desde uma simples carona até outros assuntos mais relevantes nas nossas vidas”.

 

As festas que, como você já leu até aqui, eram eventuais no início, depois passaram a ser tradicionais, e Marcos Claudir Port, com 32 anos de casa e de muitas festas, tenta não perder uma. As mensais, de aniversário, ele acredita que iniciaram em 1998. Depois, como você já leu, passaram a ser bimensais. Marcos nos contou que, além das tradicionais, aconteciam momentos festivos bem diferentes. Um deles foi quando, capitaneada pelo Tutinha, eles iam assar carne lá no Parque do Saiqui, na Festa em Honra a Nossa Senhora do Caravaggio. Ele conta que “vendíamos todos os espetos que assávamos”. Ah, deixa eu contar, eram muitos espetos, mas fazer esta ação já era uma festa. Ele diz que “quando chegávamos no pavilhão já tomamos um copo de vinho para aquecer e iniciar os trabalhos. Nosso ritmo era de trabalho, mas também era de festa. O Paulo e o Anibal eram os caixas, e aquele semblante sério do dia a dia do escritório era deixado de lado e dava o ar de descontração”. Mais uma vez o trabalho em equipe aparece. Marcos conta que “a nossa churrasqueira era muito famosa pois vendíamos tudo e atuamos ali por uns 20 anos”.

 

Outro momento festivo que Marcos lembra foi de uma pescaria. Será que tem peixe nesta história ou é história de pescador? Pois um belo dia resolveram reunir o clube do bolinha e ir pescar na barragem do Divisa, em São Francisco de Paula. Ele lembra bem que “na sexta-feira à tarde fomos dispensados do trabalho e seguimos para a pescaria, que durou até domingo. Mas diz ele que choveu muito e que, acampados em barracas, havia lama por todos os lados. Foi muito divertido. Tinha gente que dormiu no lado de dentro das barracas e outros que dormiram no lado de fora. Cerveja, chopp, vodca, estava tudo liberado”. Aliás muito liberado (imagina o grau alcoólico?). E peixe que é bom, nada… ainda bem que falou a verdade, pois tem muita gente por aí que pesca, mas não mostra o peixe. J

 

As festas marcantes para Marcos foram as que pôde levar a família, e me mostra fotos dele com a camiseta da Deport com a sua filha Sophia, bem pequena. “São lembranças para toda a vida. Especialmente a festa dos 35 anos que levamos a família inteira. Foi sensacional”. Além desta festa, ele relembra a festa dos 30 anos que aconteceu no Condomínio Quinta da Serra. Depois a de 40 anos, que foi na “casinha”, somente para os funcionários, e dos 45 anos, com uma festa no Condomínio Boque da Serra. Além de uma confraternização na Pousada das Camélias, no Bairro São João, que foi pura diversão.

 

A pergunta dele é: “onde será que vai acontecer a Festa dos 50 anos?” A expectativa está alta minha gente!

 

O Paulinho, filho de Paulo Drechsler, atualmente é um dos sócios da empresa, mas iniciou como office-boy em 1992.Mesmo quando nem sonhava fazer parte da equipe, ia com o pai e a mãe nas festas da Deport, ou seja, participou de praticamente todas desde que nasceu. Para ele, a mais marcante de todas foi a dos 20 anos. Porquê?  Porque foi exatamente neste ano que começou sua trajetória na Deport. Primeira festa como funcionário nunca se esquece. Depois veio a festa de 35 anos. Esta foi outra festa muito significativa para ele pois “foi o ano que a mãe faleceu. Então estávamos todos muito emocionados neste dia. Foi muito marcante para nossa família e para a família Deport, já que ela ajudou a construir a história até ali”.  “Já a festa dos 40 anos, foram os funcionários que organizaram tudo e nos pegaram totalmente de surpresa, pois não percebemos absolutamente nada que eles estavam preparando. Decoraram a ‘casinha’, providenciaram toda a gastronomia, nos deram um quadro com uma foto assinada por todos eles. Como conseguiram fazer tudo, sendo que nós não percebemos absolutamente nada. Foi fantástico”. Isso mostra um outro ponto forte da Deport: sigilo nas informações é fundamental para quem atua nessa área. E esta festa feita em sigilo comprova isto.

Nas de futebol ele participou de muitas. Por muito tempo Paulinho jogou futsal como goleiro. Além de jogar pelo Deport, (vá na história de fevereiro e veja a quantidade de títulos da Deport), defendeu diversas equipes na região. Depois ele foi técnico do time feminino de vôlei. E também tinha festa, sobretudo quando o troféu era levado para a “casinha”. Ele lembra que era momentos de muita descontração e alegria pelas vitórias e por estar em contato com as pessoas em outro ritmo quando estamos mais leves.

Outra confraternização que ele lembrou foi a do Programa 5S, no encerramento do “Dia D”, isto em 2009. A implantação deste programa foi um divisor de águas na empresa, pois, como já contamos, a organização é fundamental nas suas atividades.  As festas sempre nos marcam e cada uma delas é bem diferente uma da outra. Mas que é divertido é!

Com nove anos de casa, Emilene Colombo é uma gremista no meio dos colorados. Responsável pelos departamentos financeiro e de protocolo, desde que está na empresa ela participa das festas e se são, no mínimo, uma por mês, faz a conta de quantas festinhas a Emilene participou. Ela diz que “no começo era tudo novo. Gosto muito de interagir com os colegas. É um momento de descontração, e não falar de trabalho e estar ao lado das pessoas que nós convivemos o dia inteiro durante a semana é memorável”.

 

“Mesmo que agora seja bimensal, é bem divertido. A empresa nos oferece comida e, bebida à vontade. É sempre muito bom este momento”, conta ela. Tento descobrir os segredinhos das festas, mas é boca de siri sempre. Mas a Emilene diz que, às vezes, alguns colocam o pé na jaca, chora, desabafa. Cada um reage de uma forma, mas é sempre um bom momento”. Que bom não é mesmo? A ideia de extravasar e chorar alivia alma, já dizem os poetas. Outro ponto que ela destaca é que o local também influencia o clima da festa, mas dia de jogo perde um pouco a graça. Não que ela não goste de futebol. Mas é que o momento é para interagir entre eles e aí não se quer dividir a atenção.

Agora que todos já sabem da “casinha”, da quantidade de festas que aconteceram, de chopp, carne e maionese consumidos, as perguntas que não querem calar: A “casinha” vai voltar?  E essa me parece mais distante de acontecer. Porém o projeto de um espaço de convivência está no papel e o Paulinho me “confidenciou” que é uma área   onde os funcionários poderão aproveitar durante o intervalo de trabalho, além de realizar as confraternizações da empresa. E a outra pergunta é: Onde será a Festa dos 50 anos?

No dia 1º de novembro de 2022, terça-feira, a empresa completa 50 anos e o que vem por aí? Ficou curioso? Não é mérito somente seu, todos nós estamos ansiosos e curiosos. É o mistério que circunda no universo da Deport!!

Rozangela Allves

Jornalista